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O deputado Plauto Miró Guimarães Filho (DEM), que integra a Frente Parlamentar Sobre o Pedágio, defende que a escolha das empresas que irão administrar as concessões de rodovias no Paraná deverá ser feita a partir da oferta de menor tarifa.
Para ele, não é possível aceitar que o preço do pedágio seja calculado com base em possíveis obras a serem feitas futuramente. “ Uma pessoa que decide vender pasteis, por exemplo, precisa, inicialmente, investir na compra de ingredientes e até em equipamentos para fazer o salgado. Por que uma concessionária teria de cobrar antecipadamente por algo que não fez?”, argumenta.
Plauto acredita que essa forma de contrato manteria o sistema praticamente da mesma forma do modelo atual, com prejuízos aos usuários. Além disso, dá margens para corromper o poder público, a partir da eventual necessidade de alterações contratuais.
O deputado defende que a definição da tarifa deva ser feita com base nos custos da manutenção das estradas. Somente após a conclusão das duplicações de pistas, a construção de viadutos ou outras estruturas é que os valores sejam alterados dentro de uma fórmula justa, parecido com o modelo adotado nas rodovias de Santa Catarina. “ Precisamos saber quanto custa a operação do sistema, para só depois precificar os valores de acordo com os custos das obras já concluídas”.
Para discutir amplamente o assunto, a Frente Parlamentar Sobre o Pedágio está promovendo audiências públicas. Em Ponta Grossa será no dia 05 de março, na sede da ACIPG. “ é muito importante que os cidadãos participem dos debates. é com o apoio da sociedade que vamos encontrar a melhor saída”.