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A força tarefa da Operação Lava Jato de São Paulo denunciou o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva por lavagem de dinheiro em transações na Guiné Equatorial. Segundo a denúncia, Lula teria supostamente recebido um milhão de reais disfarçadas como doações por intermediar negócios de uma empresa no país. A defesa de ex-presidente afirmou que as doações foram feitas de maneira legal.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF) Lula recebeu a quantia por intermediar a negociação do grupo brasileiro ARG com o governo da Guiné Equatorial para a instalação de empresas no país. O MPF afirmou que o dinheiro foi recebido através de doações para o instituto Lula entre os anos de 2011 e 2012. O MPF diz que as provas do crime podem ser encontradas nos e-mails dos computadores no Instituto Lula, apreendidos em março de 2016 na Operação Aletheia, 24ª fase da Operação Lava Jato de Curitiba.
A assessoria de imprensa do Instituto Lula divulgou uma nota afirmando que as “ doações são legais, declaradas, registradas, pagaram os impostos devidos”. Além de Lula, foi investigado também controlador do grupo ARG, Rodolfo Giannetti Geo, pelos crimes de tráfico de influência em transação comercial internacional e lavagem de dinheiro.
Atualmente o ex-presidente Lula está preso na sede da Polícia Federal de Curitiba, ele foi condenado a 12 anos de prisão no caso do triplex no Guarujá.